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Flávio defende relação com Vorcaro para filme sobre trajetória de Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (15) que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, foi restrita à busca de financiamento para o filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele ainda negou qualquer influência nas recentes medidas tarifárias anunciadas pelo governo dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Durante um evento em São Paulo, Flávio procurou minimizar o impacto político do pedido de R$ 134 milhões a Vorcaro declarou que o contato ocorreu exclusivamente em razão do projeto cinematográfico “Dark Horse”. Segundo ele, a iniciativa envolveu apenas uma relação privada de investimento sem qualquer irregularidade na tentativa de captar recursos para a produção.

“A minha relação com ele foi única e exclusivamente por causa do filme. Eu vi as coisas pelo lado bom, porque não tem outra coisa para falar de mim, a não ser isso, que é algo que não tem absolutamente nada de errado. É uma relação privada, um investimento, e a pessoa teria um retorno”, afirmou o senador em um evento da revista Veja em São Paulo.

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Flávio Bolsonaro ainda minimizou o impacto da relação com Vorcaro nas pesquisas de intenção de voto para as eleições e ressaltou que tem responsabilidade sobre seu papel político na disputa à presidência da República.

“Eu sei da responsabilidade que eu tenho, e que milhões de brasileiros estão aí ansiosos para que o Brasil mude de rumos. […] Eu não sou investigado em absolutamente nada. Eu não devo absolutamente nada para ninguém. Eu tenho ficha limpa. Eu tenho independência. Eu tenho autonomia para fazer o melhor governo que esse Brasil já viu”, declarou.

O parlamentar também defendeu o projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro e afirmou que a obra pretende destacar aspectos pessoais do ex-presidente. De acordo com ele, o filme pode “ajudar a resgatar um pouquinho da humanidade em relação” ao pai.

Flávio Bolsonaro aproveitou o evento para rebater críticas relacionadas à recente decisão do governo dos Estados Unidos de impor um novo tarifaço de 37,5% ao Brasil como penalidade por supostas práticas comerciais irregulares. Para ele, a associação entre sua visita à Casa Branca e a taxação faz parte de uma “narrativa falsa da esquerda”.

No mês passado, o parlamentar se reuniu com o presidente Donald Trump e, dias depois, o governo americano anunciou a intenção de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Na sequência, surgiram novas ameaças de taxação sobre produtos exportados pelo Brasil.

Flávio voltou a afirmar que solicitou diretamente às autoridades americanas que não adotassem novas tarifas contra o país. Segundo ele, o principal objetivo da viagem foi defender o enquadramento das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.

O senador também criticou a atuação do governo federal na área de segurança pública e defendeu maior articulação entre países para combater o crime organizado. Na avaliação dele, a cooperação internacional é necessária para enfraquecer financeiramente as organizações criminosas que atuam dentro e fora do Brasil.

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