
Um improvável pacto de não agressão entre os grupos de ACM Neto e do senador Jaques Wagner silenciou o escândalo do Banco Master na campanha eleitoral da Bahia. A estratégia visa proteger ambas as lideranças de investigações da Polícia Federal sobre supostas vantagens indevidas e fraudes.
O que é o pacto de não agressão entre ACM Neto e Jaques Wagner?
Os grupos políticos do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e do senador Jaques Wagner (PT) teriam costurado um acordo nos bastidores para que o escândalo do Banco Master não seja usado como arma de ataque durante a campanha eleitoral deste ano. Embora outros temas estejam liberados para o debate, o caso Master tornou-se um assunto proibido entre os dois principais campos políticos do estado.
Por que Jaques Wagner está sendo investigado pela Polícia Federal?
O senador foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o sistema financeiro. A PF investiga se Wagner recebeu vantagens indevidas, como um apartamento de luxo e repasses de R$ 3 milhões via empresa de familiares, em troca de apoio a projetos de lei que favoreciam o Banco Master no Congresso Nacional.
Qual é a relação de ACM Neto com o Banco Master?
O nome de ACM Neto apareceu em relatórios do Coaf que apontam o recebimento de R$ 5 milhões do Banco Master e de uma gestora parceira. O ex-prefeito nega irregularidades, afirmando que os valores são referentes a serviços de consultoria prestados por sua empresa após ele deixar cargos públicos. Diferente de Wagner, ACM Neto não foi alvo da operação recente da Polícia Federal.
Quem é Daniel Vorcaro e qual seu papel nesse escândalo?
Daniel Vorcaro é o controlador do Banco Master e a figura central das investigações sobre fraudes bilionárias. A Polícia Federal analisa mensagens que sugerem a aproximação de Vorcaro com políticos influentes para facilitar negócios e aprovar emendas legislativas. Wagner admite conhecer Vorcaro, mas afirma que a relação entre eles é ‘praticamente zero’, tendo se encontrado apenas duas vezes.
Como esse caso afeta o governo federal e a política baiana?
O escândalo atinge figuras de peso, como Jaques Wagner, que é líder do governo Lula no Senado, e cita indiretamente o ministro Rui Costa devido a privatizações feitas quando era governador da Bahia. O silêncio compartilhado por rivais históricos mostra como o caso é sensível para todos os lados, abrangendo desde contratos de consultoria até suspeitas de corrupção ativa e passiva.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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