
“Algumas pessoas podem achar isso uma atitude radical, mas não é” — deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), defendendo a proibição de propaganda das “bets”. Radical, a atitude não é… É só hipócrita mesmo. Radical seria aplicar o mesmo discurso dentro de casa.
“Atenção Doca, chefe do CV, se você estiver na sua casa sozinho e eu detectar, eu vou mandar um drone estourar a tua casa” — Renan Santos, candidato nanico à Presidência (Missão-SP), mandando recado aos líderes do crime organizado. Para provar que a operação é séria, a campanha já informou que vai enviar uma missão diplomática à casa do síndico do prédio de Renan para negociar o direito de lançar ataques aéreos do parquinho depois das 20h.
“Se você tem um erro na vida, para eles, é o erro de cuidar de pobre” — Jerônimo Rodrigues, governador da BA (PT), defendendo o senador Jacques Wagner (PT-BA), enrolado no escândalo do Banco Master. Coitado do senador, ele só queria cuidar dos pobres… Da pobre da filha, que precisava de um ingresso para o show da Taylor Swift na Califórnia; da pobre da mulher, que não tinha nem um apartamento à beira-mar onde cair morta; e até de um pobre amigo analfabeto que só queria marcar uma reunião fora da agenda com um certo banqueiro famoso.
“A alegria estampada no rosto da metade da bancada de comentaristas da Cazé TV quando o juiz determinou o pênalti contra o Senegal e, depois, quando a Bélgica converteu, diz muito sobre a necessidade da gente estudar sobre a história do colonialismo europeu na África” — Marcelo Uchôa, conselheiro da Comissão da Anistia do Ministério dos Direitos Humanos. Sim. O famoso lobby belga na Cazé TV precisa ser combatido.
“Protetor do espaço para fé dentro da nação multirreligiosa” — novo título de Charles III, rei da Inglaterra, abraçando a diversidade em substituição ao título anterior de “Defensor da Fé”. Se ele quer mesmo fazer um gesto capaz de agradar a todas as religiões, poderia começar botando uma burca na Rainha Camilla.
“Deputada do PT é agredida em evento com Janja sobre combate à violência contra a mulher” — informa a revista VEJA. E eu que achava que a única coisa agredida de forma covarde e violenta nesses eventos fosse a língua portuguesa.
“Tarcísio tem fama de gestor por falta de escrutínio” — Fernando Haddad, pré-candidato ao Governo de SP (PT), atacando a reputação do rival Tarcísio Gomes de Freitas. Se Haddad quer acabar com sua fama de péssimo comunicador, poderia parar de usar palavras que nem ele nem o eleitor médio entendem.
“Janja participa de encontro com católicos em Brasília” — informa Igor Gadelha, jornalista. Excomunhão ou exorcismo?
“Aceito perder votos pelo que acredito” — Renan Santos. Isso é até compreensível. Imperdoável mesmo é ele acreditar que tenha votos para perder.
“Me dói que ela tenha levado tanto tempo para perceber a misoginia entranhada no círculo que a cerca” — Janja Lula da Silva, manifestando solidariedade após Michelle Bolsonaro revelar supostos maus-tratos de Flávio Bolsonaro. Palmas para a transparência do Lulinha, que xingou a madrasta por mensagem logo de cara, para ela já entender a encrenca em que estava se metendo.
“O problema é que ela não liga para dinheiro, vive uma vida de m…. Nem multa na CNH dela encontrei” — Thiago Miranda, suposto jornalista e capanga de Daniel Vorcaro, combinando ações de intimidação contra a jornalista Malu Gaspar, que revelou detalhes das atividades ilícitas do banqueiro. Mas que absurdo, nem parece que ela faz parte da “imprensa livre”!
“Ele instaura o inquérito civil com base na notícia de jornal que ele plantou. Mas não tem nada, não tem nenhum indício… daí ficam dois, três, quatro anos” — Alexandre Barci de Moraes, ministro do Supremo (STF-SP), criticando membros do MPF que acusa de plantar notícias para manipulação de inquéritos. Desse jeito, daqui a pouco ele manda uma intimação para si próprio, dando 48 horas para explicar essa declaração. Sorte dele que, se precisar de uma advogada de elite para o defender no STF, ela já sabe quem contratar.
Direito de Votar
“Mulher vota, estatisticamente, muito mal” — Paulo Figueiredo Filho, neto do ex-ditador João Figueiredo e conselheiro de Eduardo Bolsonaro, sobre vídeo de Michelle Bolsonaro. Eu sou pela igualdade! As mulheres têm o mesmíssimo direito dos homens de trocar seu voto por promessas furadas e empurrar o país para o buraco.
“Pobre não deveria ter o direito de votar” — Leonardo Marcondes, influenciador digital que virou alvo do Ministério Público de São Paulo após esta declaração. Se a ideia é que apenas os ricos tenham acesso ao poder, melhor extinguir logo o Legislativo e o Executivo e deixar só o Judiciário.
“Se as muitas mulheres ainda não estão votando conosco, é falta de competência minha” — Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência (PL-RJ), repudiando declaração de apoiadores criticando o voto feminino. Senador, não se puna assim: ninguém vota ou deixa de votar no senhor por sua causa.
“Meu amigo Flávio Bolsonaro fez muito bem em repudiar a minha fala publicamente” — Paulo Figueiredo, ainda sobre o voto feminino. Pelo menos alguém do grupo ainda sabe fazer cálculo eleitoral.
“Votem em quem vocês quiserem, desde que tenha dez dedos nas mãos” — Paulo Herrmann, empresário, ao final de palestra para produtores rurais. Gostei. Uma regra simples, imparcial e fácil de implementar.
A Semana do Presidente (paraguaio)
“Qual é a qualidade da massa encefálica que ele tem na cabeça?” — Lula, ao denunciar suposta recusa do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), em aceitar investimentos do governo federal. Convém fazer um exame de coliformes fecais. Dependendo do resultado, ainda se qualifica para ser ministro do governo.
“A gente não pode permitir essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país” — Lula, associando o povo catarinense ao movimento nazista, durante evento de pré-campanha. O que me preocupa mais é a hegemonia vermelha.
“Duvido que algum governador tenha feito em Santa Catarina o que eu fiz como Presidente da República” — Lula, ainda em evento de pré-campanha no Sul. De fato. Nenhum governador catarinense conseguiu a façanha de ser condenado, descondenado, apagar o passado e voltar à cena como se nada tivesse acontecido.
“Está cheio de nego maluco no mundo” — Lula, prometendo aumentar orçamento das Forças Armadas para combater suposto inimigo externo. Se precisamos nos armar para enfrentar os malucos estrangeiros, ao menos com uma coisa podemos ficar tranquilos: malucos os nossos terroristas domésticos não são, já que, contra eles, o governo prefere desarmar o cidadão.
“Acho que dei a minha contribuição para que o Paraguai desse um salto de qualidade” — Lula, sobre crescimento do país vizinho, que atrai muitas empresas fugindo do Brasil. É o melhor presidente brasileiro da história… do Paraguai.
“PF conclui que Flávio Bolsonaro caluniou Lula atribuindo crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro” — informa o portal G1. Confirma-se mais uma profecia: agora é proibido associar Lula a qualquer crime pelo qual ele tenha sido investigado e condenado.
Sem comentários
“É o meu marketing” — Marrone, cantor sertanejo, após viralizar com uma fala em que dizia ser “meio gay”.
“Não acho que exista algum Parlamento que seja mais gay do que este” — Keir Starmer, ex-primeiro-ministro britânico, em discurso aos deputados de seu partido.














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