A Polícia Federal (PF) encaminhou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por mais prazo para ser ouvido no inquérito sobre a suposta calúnia contra o presidente Lula (PT). O ofício foi protocolado nesta sexta-feira (16), último dia do prazo concedido para a oitiva.

A corporação diz que entrou em contato com o advogado Tracy Reinaldet desde o dia 7 de julho, um dia após sair a determinação, para que ambos pudessem chegar a um acordo para o horário. A PF deu ainda a opção de depoimento por videoconferência.

A defesa justificou dizendo que o prazo concedido por Moraes foi muito curto e que a agenda da pré-campanha presidencial dificulta ainda mais, uma vez que inclui “inúmeras viagens, deslocamentos e compromissos fixados com grande antecedência, envolvendo diversas pessoas”.

Para os advogados, uma vez que outros inquéritos conduzidos por Moraes continuaram tramitando por anos sem um relatório final, não haveria prejuízo para a investigação, que iniciou há três meses e, com isso, está longe de prescrever. A assessoria de imprensa enviou uma nota reforçando esses pontos (leia na íntegra ao final).