
A diretora de Geociências do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) emitiu um comunicado restringindo a comunicação com base nos graus hierárquicos e ameaçando punir quem se opuser. A movimentação se insere em um contexto de tensionamento nas relações entre os servidores e a cúpula da autarquia.
“Servidores falam com gerentes; gerentes falam com coordenadores; coordenadores falam com diretores; diretores falam com diretores e diretores falam com o presidente […] Mesmo que discorde ou considere a decisão ineficiente, o servidor deve cumprir. A recusa injustificada inclusive configura falta disciplinar, pois viola os deveres de lealdade, urbanidade e respeito aos níveis hierárquicos da administração pública”, diz o comunicado.
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Sindicato reage em meio a ameaça de greve
A reação veio por meio de uma moção da Associação dos Servidores do IBGE (ASSIBGE), assinada na última quinta-feira (16) e encaminhada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Para a ASSIBGE, “a medida representa mudança significativa na dinâmica de cooperação técnica historicamente construída no IBGE, instituição cuja produção de conhecimento depende da interação permanente entre diferentes áreas, especialidades e unidades organizacionais”.
Leia a nota de repúdio na íntegra.
Gestão Pochmann é marcada por desentendimento crescente com servidores
Desde que Marcio Pochmann assumiu a Presidência, a tensão só vem aumentando. O sindicato discutirá se entrará em greve nacional a partir de 5 de agosto, em protesto contra as medidas consideradas antissindicais e antidemocráticas vindas de alguém que tomou posse na sede do sindicato, prometendo um mandato de diálogo.
Em um dos capítulos da crise, os sindicalistas teriam sido chamados de “bolsonaristas” após apresentarem reivindicações a Pochmann durante o aniversário de 90 anos do Instituto. Para a entidade, o presidente “recorre ao vocabulário crítico e progressista enquanto, na prática, tenta deslegitimar a organização coletiva e esvaziar a capacidade de resistência de quem ousa discordar”.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o IBGE. O espaço segue aberto para manifestação.
















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