O cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, mantém o posto de homem mais rico do Brasil em 2026, com um patrimônio estimado em R$ 162,9 bilhões. A nova lista da Forbes, divulgada no final de agosto, identifica 255 brasileiros com fortunas superiores a R$ 1 bilhão. Juntos, esses empresários acumulam R$ 1,86 trilhão, o que representa cerca de 14,6% de toda a produção econômica do país projetada para o último ano.

Quem são os nomes que ocupam o topo da lista dos mais ricos?

Além de Eduardo Saverin no topo, o pódio é composto por Vicky Safra e sua família, que ocupam a segunda posição com R$ 130,6 bilhões. Vicky é herdeira do império financeiro construído pelo Banco Safra e é atualmente a mulher mais rica do país. O terceiro lugar pertence a Jorge Paulo Lemann, figura central da 3G Capital e investidor em gigantes como a AB InBev e redes de fast-food. O ranking segue com André Esteves, do BTG Pactual, e os irmãos Fernando e Pedro Moreira Salles, ligados ao Itaú Unibanco, consolidando a força do setor financeiro entre as maiores fortunas nacionais.

Quais foram as variações de patrimônio mais marcantes neste ano?

Curiosamente, o líder Eduardo Saverin registrou a maior perda absoluta da lista, com uma redução de R$ 64,1 bilhões em relação a 2025, motivada principalmente pela desvalorização das ações da Meta. Por outro lado, Jorge Paulo Lemann e Ricardo Faria, o ‘Rei do Ovo’, foram os que mais lucraram em valores reais, adicionando R$ 15,5 bilhões cada aos seus ativos. Ricardo Faria, inclusive, foi a grande surpresa do top 10, saltando da 21ª para a 10ª posição após uma agressiva expansão internacional de sua empresa, a Granja Faria, que adquiriu operações nos Estados Unidos e na Espanha.

Como a lista de 2026 se compara com o levantamento anterior?

Houve uma redução no número total de bilionários: a lista agora conta com 255 nomes, 45 a menos do que os 300 registrados em 2025. Essa mudança não indica necessariamente que essas pessoas perderam todo o dinheiro, mas pode refletir novas metodologias da Forbes, oscilações no mercado de ações ou mudanças na forma como fortunas familiares são consolidadas. Apesar do grupo ser menor, a riqueza permanece extremamente concentrada. Os dez primeiros da lista detêm, sozinhos, R$ 704 bilhões, o que equivale a 38% de toda a fortuna somada pelos 255 bilionários brasileiros.