Em situações eleitorais bem diferentes nesta reta final rumo ao primeiro turno das eleições 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e seu principal rival no pleito, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), têm adotado uma postura comum e cautelosa em relação à crise sem precedentes que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em meio a declarações de apoio ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e cobranças por transparência em todas as apurações em curso no supremo, Tarcísio e Haddad evitam tomar lado e atacar ministros publicamente, em meio ao racha no plenário do STF em torno das apurações do caso Master e da relação do banqueiro preso Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes e outros.

Até o final da manhã nesta quarta-feira (16), nenhum dos dois candidatos havia se pronunciado sobre a sessão histórica no plenário do STF ocorrida um dia antes. Uma passada pelas redes sociais dos dois também é sintomática.

No perfil de Tarcísio no Instagram, nenhuma postagem sobre a crise do STF nos últimos dias. O governador paulista em busca de reeleição tem se dedicado a publicar sobre temas da campanha, como propostas e resposta a cobranças de problemas da população.