Por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou um recurso da ex-deputada Flordelis dos Santos e manteve sua condenação a 50 anos de prisão por mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo de Souza, em 2019. A sessão ocorreu na terça-feira (15).

A relatora do caso, desembargadora Nilsoni de Freitas, rejeitou os argumentos pela anulação da sessão do Tribunal do Júri sob a justificativa de que a nulidade só pode ocorrer quando há demonstração de prejuízo concreto. Também participaram do julgamento os ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Carlos Pires Brandão.

Um dos pontos apontados foi a ausência de alegações finais antes de o juiz enviar o réu ao júri, na fase de pronúncia. Freitas, porém, entendeu que a discussão já havia sido encerrada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Citou também a jurisprudência do STJ, que entende que a ausência de alegações finais nessa fase não gera nulidade automaticamente.

Flordelis foi condenada por homicídio em 2022 sob três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Este tópico diz respeito à morte do marido em junho de 2019, com 30 disparos de uma pistola 9mm. Houve, porém, o reconhecimento de que ela tentou matar Anderson antes, envenenando sua comida. Pela tentativa de homicídio, foi condenada sob as qualificadoras de motivo torpe e emprego de veneno.