Cientistas da Universidade de Maryland criaram uma peça de roupa íntima que mede puns, uma evolução natural da tendência de registrar e analisar hábitos do dia a dia para obter respostas sobre a saúde.
Após aplicativos que monitoram o sono e dispositivos que medem batimentos cardíacos, voluntários com gases poderão ver detalhes sobre a frequência da própria flatulência no celular.
O projeto de Brantley Hall, professor assistente do Departamento de Biologia Celular e Genética Molecular, ganhou o nome de Smart Underwear (“Roupa de Baixo Inteligente”).
Os dados coletados por voluntários do estudo farão parte do “Human Flatus Atlas”, iniciativa para aumentar o entendimento popular e científico sobre saúde digestiva.
“A missão principal é ajudar pessoas a ingerirem mais fibras em sua dieta com conforto, sem aumento do gás intestinal”, disse Hall. Nos Estados Unidos, estima-se que 95% da população não coma fibras suficientes para ajudar o sistema digestivo a regular o nível de colesterol e açúcar no sangue.
Uma moeda eletrônica presa na cueca
O dispositivo, que não é classificado como equipamento médico, consiste em um pequeno sensor do tamanho de uma moeda acoplado à parte de trás de qualquer roupa íntima. Ele detecta a presença de hidrogênio no pum e registra cada ocorrência durante 12 horas seguidas.

O aparelho pode ser usado, inclusive, durante a noite. O comportamento é um dos que Hall mais está animado para analisar: “É um tópico científico completamente ignorado. Ninguém sabe de fato como as pessoas soltam pum enquanto dormem.”
A inovação da equipe de Maryland foi extrair dados de forma não invasiva. Estudos anteriores feitos por outros cientistas precisaram da inserção de um tubo no canal retal dos participantes.
Time foi inundado por inscrições de voluntários
A equipe dividiu os objetos de estudo em três categorias baseadas no volume de flatulência ao longo do dia: “Pessoas Normais”, “Hiperprodutores de Hidrogênio” (que soltam pum 40 ou mais vezes por dia) e “Digestores Zen” (que produzem poucos gases mesmo com dieta rica em fibras).
O Human Flatus Atlas já conta com dados de mais de 500 voluntários, e as inscrições foram pausadas para conter a demanda.
*Com informações de Taylor Nicioli, da CNN

















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