A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu nesta quinta-feira (24) que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspenda investigações ou pedidos de investigação contra ele na Corte que teriam surgido a partir da “escolha” de relatores por adversários políticos.

Os advogados afirmam que existe uma suposta “burla à distribuição” e afronta ao princípio do juiz natural no STF. Na petição, a prática é retratada pela metáfora do “envelope”: em vez de submeter o pedido ao sorteio aleatório, o requerente o protocolaria em processo já em andamento, sem relação com os fatos narrados, para atingir diretamente o relator daquela ação.

“Isso precisa parar. Respeitosamente, a escolha do Relator pelo próprio Requerente não é mera irregularidade procedimental. É desvirtuamento da jurisdição. É instrumentalização da Justiça”, afirmaram. Segundo a equipe de Flávio, a estratégia visaria à obtenção de investigações e operações policiais de impacto na véspera das eleições para influenciar o resultado das urnas.

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