Ao manter o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, no cargo e atuando em casos relacionados ao Banco Master, integrantes do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) ressalvaram a necessidade de aprofundar a apuração de suas condutas. O entendimento foi voto vencido, mas para quatro dos nove conselheiros existem questões sobre o relacionamento entre Gonet e os envolvidos no caso Master, em especial Daniel Vorcaro e Ciro Soares, que deveriam ser esclarecidas.

Para os conselheiros que divergiram do relator, Francisco de Assis Vieira Sanseveriano, havia a necessidade de designação de um membro do Ministério Público Federal (MPF) para analisar a notícia-crime sobre Gonet e colher informações preliminares. A abertura de uma investigação seria feita posteriormente, caso fossem encontrados elementos contra o PGR.

O conteúdo na íntegra das interações entre Gonet e Vorcaro intermediadas por Ciro Soares, a comprovação de custeio de viagens, hospedagens ou afins e a existência de ligações ou encontros presenciais entre Gonet, Ciro e Vorcaro são alguns dos pontos a serem esclarecidos, de acordo com os votos desses conselheiros.

O pedido de nulidade do relatório da PF formulado pelo PGR Paulo Gonet também foi mencionado. Na avaliação dos conselheiros, a simples menção a Gonet deveria ter motivado o seu afastamento voluntário. A conselheira Samantha Chantal Dobrowolski afirmou que, ao se deparar com menção a ele, cabia abster-se de manifestação naquele procedimento específico.