As pesquisas eleitorais que passaram a mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações de segundo turno ativaram o “botão do pânico” na campanha petista. Num clima de pressão, de divergências internas e até de “bate-cabeça”, o staff de Lula busca, segundo uma fonte próxima à campanha, uma “bala de prata” contra o opositor, bem como medidas capazes de arregimentar o voto dos indecisos e independentes.

O alerta da campanha petista começou a soar desde a primeira inversão, com a pesquisa BTG/Nexus divulgada em 8 de setembro, em que Flávio apareceu com 46%, contra 45% de Lula. Outras pesquisas confirmaram o empate técnico. Na Quaest, divulgada em 21 de setembro, Flávio marcou 42%, contra 41% de Lula no segundo turno. Pouco depois, o Real Time Big Data, divulgado em 24 de setembro, voltou a mostrar Flávio à frente, por 45% a 44%.

Em outros levantamentos, mesmo com Lula à frente numericamente, a situação é de empate técnico. No Datafolha de 24 de setembro, por exemplo, Lula tinha 47%, contra 45% de Flávio no segundo turno.

Os levantamentos mostram um cenário de estabilidade apesar da intensificação da ofensiva do governo por meio de medidas de forte apelo popular.