O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), afirmou que poderá viajar a outros estados para ajudar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.
O apoio a Flávio, segundo Tarcísio, ocorrerá caso sua reeleição em São Paulo seja confirmada no primeiro turno. E o mesmo deve ocorrer em favor de candidatos de direita de outros estados, como Sergio Moro (PL), no Paraná, e Cleitinho Azevedo (Republicanos), em Minas Gerais.
“Não vou me furtar a ajudar onde for possível. Claro que meu foco principal é São Paulo, mas estarei à disposição”, declarou em um ato na segunda-feira (28).
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O governador também afirmou que trabalha para que o seu partido, Republicanos, abandone a neutralidade adotada oficialmente na eleição presidencial e apoie Flávio caso a disputa chegue ao segundo turno.
Tarcísio confirmou que já conversou sobre o assunto com o presidente da legenda, Marcos Pereira, de que “todo o esforço” será no sentido de apoiar Flávio Bolsonaro.
“A gente também tem conversado e a gente entende que existe um caminho para o Brasil que é muito melhor do que o caminho que está aí”, afirmou.
O Republicanos decidiu, em convenção nacional realizada em agosto, manter neutralidade na disputa presidencial do primeiro turno e autorizou seus diretórios estaduais a adotarem posições próprias. Na consulta interna apresentada à legenda, 17 diretórios defenderam a neutralidade, nove apoiaram Flávio Bolsonaro e um declarou apoio a Lula.
A posição nacional ocorreu depois de uma articulação de Tarcísio para tentar levar o Republicanos à coligação de Flávio Bolsonaro. Apesar da tentativa, a maioria da legenda optou pela independência na disputa presidencial.
Marcos Pereira, por sua vez, declarou apoio pessoal a Flávio e afirmou, durante a convenção estadual em São Paulo, que o candidato do PL era seu nome para a presidência no estado. Na decisão nacional, Pereira disse que faria campanha para Flávio, mas respeitaria a posição majoritária do partido.

















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