A pastora Sandra Maria Menezes Chaves, condenada à pena de 13 anos e meio pelos atos de 8 de janeiro de 2023, deixou a Penitenciária Feminina de Sant’Ana, em São Paulo, na última segunda-feira (28). A saída ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a progressão do regime fechado para o semiaberto e determinar prisão domiciliar humanitária para a moradora de São Paulo de 52 anos.

“Até a algema sofri como malfeitor, mas a Palavra de Deus não está algemada” afirmou Sandra ao se ajoelhar em frente aos portões da prisão e citar o texto bíblico de I Timoteo 2:9. “A Palavra de Deus foi apregoada neste presídio porque a presença de Deus está onde a gente quer que Ele esteja”, continuou a pastora da Igreja Assembleia de Deus, filmada por pessoas que acompanharam sua saída.

Sandra foi presa no dia 8 de janeiro, passou sete meses no cárcere sem contato com os filhos ou netos, e obteve prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica em agosto daquele ano. No entanto, foi presa novamente por ordem de Moraes em 6 de junho de 2024 por “suposto risco de fuga”, após informações de que envolvidos no 8 de janeiro estariam buscando refúgio em países como a Argentina.

No caso da Sandra, a progressão para o regime semiaberto não significa que ela já esteja automaticamente autorizada a sair de casa para trabalhar, estudar ou frequentar a igreja.

Hélio Júnior, advogado de Sandra Maria Menezes Chaves