A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da TV Globo nesta quinta-feira (1º) é tratada pela campanha petista como uma decisão estratégica. “Não vejo sentido para o presidente Lula se desgastar para fazer um debate que não terá discussão programática”, disse Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) confirmou a participação neste debate televisivo, o último antes da votação do domingo (4), dia do primeiro turno.

Lula, por sua vez, já tinha sinalizado a possibilidade de não participar de debates eleitorais sob a alegação de que o formato dos eventos não funciona, por privilegiar a troca de acusações e a “lacração” nas redes sociais em vez da discussão de propostas. O próprio Lula, no entanto, foi um dos críticos da ausência de Jair Bolsonaro (PL) em confrontos nas eleições anteriores.

Em 2018, Bolsonaro liderava as pesquisas de intenção de voto no primeiro turno e, após ser hospitalizado em razão da facada sofrida durante a campanha, deixou de participar dos debates do segundo turno. A junta médica que o acompanhava havia recomendado que ele não participasse de debates e atos de campanha.

Quatro anos depois, em busca da reeleição, Bolsonaro cogitou faltar aos confrontos do primeiro turno e chegou a condicionar sua participação à presença de Lula. O então presidente, contudo, acabou participando dos debates promovidos pela Band e pela Globo.