A crise institucional que envolve acusações e pedidos de investigação entre ministros do STF provocou o adiamento de julgamentos tributários que estavam na pauta do plenário da corte em setembro, cujas estimativas de impacto para as contas públicas, somadas, podem chegar a até R$ 37,4 bilhões em cinco anos.

Os processos discutem questões que afetam empresas e as contas públicas: se benefícios fiscais de ICMS devem entrar no cálculo de PIS e Cofins; e quem deve recolher a contribuição previdenciária sobre a produção rural: o produtor ou a empresa que compra seus produtos.

Desde que o ministro André Mendonça levantou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que mostra mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, uma tensão institucional sem precedente se instaurou no tribunal, levando o presidente da corte, Edson Fachin, a cancelar, até agora, três sessões no plenário.

Como mostrou a Gazeta do Povo, a crise no STF entrou no radar de investidores e gera preocupação entre empresários pelo risco de agravamento da instabilidade jurídica e regulatória no país.