O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (2) a criação de uma espécie de filtro para impedir que terceiros usem processos já em andamento na Corte para direcionar pedidos a um ministro específico. A nova regra determina que petições passem por análise técnica antes de serem vinculadas a processos existentes.

A medida busca evitar que o autor de um pedido possa “escolher” indiretamente o ministro responsável pela análise. A partir de agora, pedidos apresentados por quem não é parte de um processo terão de ser validados por uma equipe técnica da presidência do Supremo.

Se a equipe concluir que a nova petição não tem relação direta com o processo original, o pedido será registrado como uma ação independente. Nesse caso, poderá ser distribuído por sorteio entre os ministros ou por prevenção, quando houver relação com outro processo já existente.

“Esta Resolução estabelece o procedimento de validação da distribuição de petições apresentadas por terceiros em processos em curso no Tribunal, a fim de assegurar a observância das regras de distribuição previstas no Regimento Interno e na Resolução nº 706, de 15 de outubro de 2020”, explicou Fachin na resolução (veja na íntegra).