
Jack Valero, porta-voz do Opus Dei no Reino Unido há 25 anos, lançou neste 2 de outubro de 2026 a obra “Opus Dei sem filtros”. O livro utiliza relatos reais de 20 membros para explicar a vocação na prelazia da Igreja Católica. A iniciativa busca substituir mitos abstratos por experiências concretas, abordando temas como a rotina de leigos celibatários e as recentes reformas estatutárias.
Como o livro aborda as diferentes vocações dentro da Obra?
O texto detalha a diversidade de perfis que compõem o Opus Dei, incluindo supranumerários, que são homens e mulheres casados, e numerários ou associados, que optam pelo celibato para se dedicar mais intensamente aos projetos da Igreja. Um ponto relevante é o destaque dado às numerárias assistentes, categoria que cuida da administração doméstica dos centros da Obra. O autor incluiu depoimentos específicos delas para valorizar essa vocação, especialmente após polêmicas recentes envolvendo alegações de membros na Argentina, reforçando a importância desse papel na instituição.
O Opus Dei possui algum projeto político ou social estruturado?
Conforme explicado pelo porta-voz, a instituição não trabalha com programas políticos ou projetos de estruturação da sociedade. A missão da Obra é voltada para a formação individual de seus membros, com o objetivo de ajudá-los a imitar a vida de Jesus Cristo em suas realidades cotidianas. A ideia é que, ao santificar o trabalho e a vida comum, as pessoas se tornem melhores e, a partir dessa transformação pessoal e do uso da liberdade individual, acabem influenciando positivamente o mundo ao seu redor por meio de suas próprias iniciativas profissionais e sociais.
Como a instituição está lidando com a reforma de seus estatutos?
O Opus Dei passa por um processo de atualização de suas regras internas, seguindo orientações do Papa Francisco. A prelazia aguarda a decisão do Papa sobre uma proposta de modificação apresentada em 2025. Jack Valero destaca que a Igreja e a Obra estão em constante mudança e que essas reformas são aceitas com paz e obediência à Santa Sé. Ele ressalta que a governança atual é focada em acompanhar e apoiar as pessoas, sendo muito diferente da rigidez de décadas passadas, buscando manter o espírito original do fundador em meio às novas exigências legais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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