Em 2 de outubro de 1928, “o Senhor fundou Sua Obra; trouxe o Opus Dei (A Obra de Deus) à existência”, escreveu São Josemaria Escrivá em suas notas pessoais, conforme registrado por Andrés Vázquez de Prada no volume em espanhol de “O Fundador do Opus Dei”, um texto definitivo sobre a vida do santo espanhol.

“A Obra de Deus não foi imaginada por um homem”, ele diria mais tarde. “Por muitos anos, o Senhor a inspirava em um instrumento inepto e surdo, que a viu pela primeira vez na Festa dos Anjos da Guarda.”

Era, o santo compreendeu, a resposta às orações que ele repetidamente dirigia a Deus: “Domine, ut videam!” e “Domine, ut sit!” (“Senhor, que eu possa ver!” e “Senhor, que isso se realize!”)

Naquele dia de outubro, o fundador do Opus Dei estava fazendo um retiro espiritual na Casa Central dos missionários Vicentinos em Madri. “Recebi iluminação a respeito de toda a Obra… Profundamente comovido, ajoelhei-me, estava sozinho em meu quarto no intervalo entre as palestras, e agradeci ao Senhor; recordo com emoção o repicar dos sinos da igreja paroquial de Nossa Senhora dos Anjos.”