Um novo tratamento para AVC desenvolvido por pesquisadores da Duke University, nos Estados Unidos, conseguiu criar condições para que um cérebro lesionado se torne mais favorável à reparação. Em testes com camundongos, um biomaterial injetável aplicado na região atingida estimulou a formação de novos vasos sanguíneos, favoreceu o crescimento de fibras nervosas e melhorou a capacidade de movimento dos animais.

A descoberta tenta enfrentar um dos principais desafios deixados por um acidente vascular cerebral: o tecido nervoso que morreu não é simplesmente recuperado quando o fluxo sanguíneo volta ao normal.

Segundo o neurologista Philipe Cunha, professor de pós-graduação da Afya Educação Médica de Curitiba, no AVC isquêmico um coágulo ou trombo interrompe a chegada de oxigênio e glicose a uma parte do cérebro. Sem energia, os neurônios podem morrer.

“Quando há morte neuronal e perda de axônios, oligodendrócitos e vasos, forma-se uma cavidade gliótica; essa região não se regenera sozinha porque o ambiente pós-AVC é inibitório”, explica. É justamente esse espaço que a pesquisa tenta tornar mais favorável à recuperação.