A defesa de campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inseriu, em processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informações sobre a decisão dos Estados Unidos de suspender os serviços consulares em sua embaixada em Brasília.

O governo americano anunciou a medida por “preocupações de segurança”, sem esclarecer os motivos concretos. Para os advogados de Lula, a decisão se dá no contexto de suposta interferência dos EUA nas eleições brasileiras.

“Um gesto diplomático anômalo dessa magnitude, deflagrado por Estado estrangeiro no exato interregno eleitoral, projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito e se insere, como desdobramento, na mesma frente institucional-diplomática descrita na inicial, cuja repercussão eleitoral deve ser valorada por Vossa Excelência”, diz o pedido apresentado pela coligação de Lula ao ministro Sebastião Reis Júnior, do TSE.

Na semana passada, a campanha pediu ao TSE a cassação do registro de candidatura do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, sob a acusação de que ele estaria atuando junto à Casa Branca para influenciar o resultado da disputa contra Lula.