Ao menos 140 observadores internacionais vão avaliar o processo eleitoral no Brasil, entre eles profissionais do Carter Center, dos Estados Unidos, de delegações da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA). Não haverá auditoria, fiscalização da eficácia das urnas eletrônicas nem contagem paralela de votos. Mas as organizações produzirão relatórios públicos que terão peso político para legitimar ou não o pleito internacionalmente.

O objetivo dos observadores será acompanhar como o resultado é produzido e se as diferentes etapas do processo eleitoral seguem as regras estabelecidas pela própria legislação brasileira.

O advogado eleitoral Ricardo Sérvulo, pós-doutor em Direito Eleitoral, afirma que as organizações observadoras não interferem no processo eleitoral. “Elas são olheiras. Escutam, veem, presenciam e testemunham, mas não podem exercer qualquer tipo de influência”, afirma.

Sérvulo afirma que os pontos de atenção serão a lacração e a distribuição das urnas, a custódia dos equipamentos, a participação de instituições fiscalizadoras e informações relativas aos softwares e ao armazenamento de dados.