Daniel Vorcaro, Banco Master, Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, André Mendonça… Essas figuras — e algumas outras, é verdade — personificaram uma crise sem precedentes no Poder Judiciário brasileiro e capturaram a atenção pública exatamente no mês que precedeu as eleições de 2026.

A poucas semanas para o pleito deste 4 de outubro, o que se esperava era o debate de propostas e o apelo pelo voto por parte dos candidatos a presidente, senadores, governadores e deputados federais e estaduais. Não foi o que aconteceu. A campanha eleitoral pareceu correr em mundo paralelo e só voltou aos holofotes na beira da votação do primeiro turno.

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentaram quebrar o protagonismo do STF, apesar de também terem sido tragados indiretamente às disputas internas da Corte. Somente nas duas últimas semanas, com direito a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida e medidas eleitoreiras do petista, como o fim das bets, é que a população lembrou que terá de votar neste domingo.

As pesquisas eleitorais acompanharam não só as intenções de voto, mas também o interesse dos eleitores no pleito deste ano. E exatamente no momento em que se esperava uma atenção maior ao processo eleitoral, em setembro, nada significativo ocorreu. O interesse demonstrado no começo do ano é praticamente o mesmo registrado na semana do primeiro turno.