O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso admitiu, mas minimizou a crise na Corte em que trabalhou por 12 anos. Durante uma homenagem recebida na Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (5), o ex-magistrado afirmou que os episódios do caso Master geraram “divisão e desgaste”. Opinou, no entanto, que a crise é passageira.

“De fato, não é um bom momento institucional. Mas o mundo não acabou. E também essa crise vai passar. A vida é feita de muitos recomeços”, afirmou.

O discurso colocou lado a lado situações agrupadas como uma “crise dos Poderes”. No Legislativo, Barroso destacou a relatoria do ministro Flávio Dino nas ações sobre o orçamento público. Além disso, ao falar do Planalto, mencionou o escândalo dos descontos associativos no INSS.. Segundo ele, as revelações de fraudes em descontos associativos “minam a credibilidade de agentes públicos”.

Além do paralelo entre os poderes, o ex-ministro elencou episódios históricos dos últimos 50 anos. Ele começou pelo assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em 1975 e terminou com a suposta tentativa de golpe de Estado, em 2022. Como conclusão, afirmou que, com sua experiência, não se assusta “com assombração”.