Mesmo cumprindo pena e com restrições severas de comunicação, Jair Bolsonaro (PL) viu seu poder familiar se expandir de forma inédita nas urnas. O primogênito Flávio (PL) venceu o primeiro turno da corrida presidencial e desponta como favorito na disputa de segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Este e outros resultados expressivos coroam a consolidação de uma autêntica dinastia política.

A força do grupo familiar se estendeu a várias frentes legislativas: a esposa Michelle conquistou uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, enquanto o filho Carlos foi eleito para a mesma Casa por Santa Catarina. No mesmo estado, o filho Jair Renan elegeu-se deputado federal, e Renato, irmão do ex-presidente, obteve uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo.

Ao todo, a família garantiu quatro novos assentos no Congresso Nacional e planeja expandir ainda mais seus espaços de poder.

A influência do sobrenome Bolsonaro suplantou os laços diretos de parentesco. O forte apelo da imagem e a identificação ideológica com o patriarca impulsionaram o PL a eleger uma bancada expressiva de 121 deputados federais e 28 senadores, além de dar palanque para a vitória de centenas de governadores e deputados estaduais pelo país, inclusive em outras legendas aliadas.