Mais de 500 milhões de cristãos vivem em países onde obter, guardar, distribuir ou acessar a Bíblia enfrenta algum tipo de restrição, segundo a edição deste ano da Bible Access List, divulgada pela Bible Access Initiative. Em mais de 250 milhões desses casos, as dificuldades são classificadas pela iniciativa como muito graves e estão relacionadas principalmente a controles de governos e regimes, violência de grupos extremistas e pressões religiosas, familiares ou comunitárias.

O levantamento analisou 106 países e separou o problema em duas frentes: a primeira mede restrições impostas diretamente ao acesso às Escrituras, como proibições ou limitações à importação, impressão, posse e distribuição. A segunda calcula a falta de exemplares entre cristãos que gostariam de ter uma Bíblia, mas não conseguem obtê-la.

O Afeganistão aparece no primeiro lugar entre os países onde o acesso é mais restrito. Na sequência estão Iêmen, Somália, Coreia do Norte e Eritreia. Mauritânia, Turcomenistão, Líbia, Sudão e Irã completam os dez primeiros colocados.

Segundo a iniciativa, as limitações variam de país para país. Em alguns locais, governos e regimes restringem a entrada e a impressão de exemplares da Bíblia. Em outros, a pressão parte também de grupos extremistas ou da própria comunidade. Dos países avaliados, 30 apresentam proibição ou restrições consideradas severas à posse pessoal da Bíblia, enquanto 39 impõem limitações graves à sua distribuição.