Após fortes críticas tanto de aliados como da militância por não utilizar redes sociais e nem telefone celular, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cedeu à tecnologia e gravou, nesta quarta-feira (7), sua primeira “selfie” para as plataformas digitais.
No final da manhã, o presidente candidato à reeleição gravou um vídeo convocando seus apoiadores a irem às ruas para tentar reverter o resultado negativo do primeiro turno da eleição presidencial. Ele ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos.
“Bora gente, pra rua. Vamos conversar com as pessoas. […] Vamo (sic) ganhar essas eleições para não permitir que o retrocesso volte para esse país. Vamos lá, gente. Tá na hora”, afirmou Lula:
Energia lá em cima pra ganhar essas eleições! Bora, gente! ????????⭐️ Brasil pra frente, sem retrocessos! https://t.co/oKE2h048B1
— Lula (@LulaOficial) October 7, 2026
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A “digitalização” de Lula sempre foi fortemente defendida por seus aliados, mas o presidente era reticente e deixava os cuidados das suas redes sociais com seus assessores e com a primeira-dama, Janja da Silva. Até mesmo o uso do seu telefone celular era destinado a ela.
No entanto, o avanço da direita no uso das redes sociais deixou a esquerda para trás e, segundo aliados, custou o desempenho de Lula no primeiro turno da eleição. Este, inclusive, foi um dos pontos mais criticados pela recém-chegada ao PT, Kátia Abreu, que deu um recado duro sobre a coordenação da campanha do petista no primeiro turno.
Para tentar reverter este cenário, Lula se reúne, nesta tarde, com influenciadores de esquerda e jovens eleitos ao Congresso para tentar chegar aos eleitores que não votaram no primeiro turno e fazer o que é chamado de “furar a bolha” nas redes sociais.
Pouco depois, no final da manhã, Lula publicou outro vídeo no formato de “selfie” falando da votação do fim da escala 6×1, fazendo uma crítica velada a Flávio Bolsonaro, que tem se declarado contrário ao projeto apresentado pelo governo.
“Agora é a hora da verdade: vamos ver quem realmente é a favor das trabalhadoras e dos trabalhadores do Brasil. O fim da escala 6×1 significa 5 dias de trabalho, 2 de descanso e nenhum centavo a menos no salário. Vamos saber quem é quem nesse país”, disparou o presidente.
Na véspera, Lula afirmou que a votação – que deve ocorrer na próxima semana – será o “primeiro teste para que o PL diga o que quer para esse país” e que “na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai cair”.
A proposta em análise prevê reduzir de 44 para 40 horas a jornada semanal, garantir dois dias de descanso e manter o salário, sem redução. Para ser aprovada, precisa receber pelo menos 49 votos dos 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.

















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