Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026 colocaria sobre a mesa, desde os primeiros dias de um novo governo, uma das questões mais delicadas da política brasileira: como lidar com os processos e condenações que atingem o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o irmão, Eduardo Bolsonaro, assim como os condenados do 8 de janeiro.

Para especialistas, um dos principais desafios será lidar com as condenações, que Flávio e a direita julgam ser irregulares, mas isso sem transformar o Planalto em uma extensão dessas disputas judiciais.

O advogado constitucionalista André Marsiglia destaca que esse será um dos principais testes políticos de um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Para ele, as questões judiciais envolvendo familiares poderão ser utilizadas como instrumento de pressão ao campo político que o apoia tanto por parte do Judiciário quanto pela oposição à nova gestão.

Marsiglia considera possível que seja construída uma tentativa de acordo político em que a nova gestão adotaria uma postura menos confrontadora em relação ao STF em troca de maior tranquilidade para governar e de menor pressão judicial sobre familiares.