A campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou um reforço digital em uma área fraca da comunicação petista, que é polêmico mesmo entre os correligionários mais próximos de Lula neste segundo turno. O reforço é o deputado federal André Janones (Rede), adepto do uso de táticas eleitorais controversas no meio digital, como a adoção de “fake news” no debate político contra adversários pra desviar o foco de assuntos incômodos para si e aliados e dominar o debate digital.

Escanteado pela campanha eleitoral do presidente no primeiro turno e “por baixo” desde a denúncia de que praticava rachadinha em seu gabinete na Câmara dos Deputados — o caso foi parar no arquivo depois que ele admitiu a prática —, Janones se engajou na campanha digital do presidente por conta própria após ser reeleito por Minas Gerais com 78.780 votos nestas eleições.

No início da semana, o deputado anunciou que iria se dedicar integralmente à campanha de Lula neste segundo turno. Para este fim, ele criou um canal público no aplicativo de mensagens WhatsApp no início desta semana chamado “Exército do Lula” que, até o final da manhã desta quinta-feira (8), contava com 2,4 milhões de inscritos.

Janones fala em “entrar na guerra” com milícia digital

Segundo mensagem do deputado aos seguidores, o objetivo era atingir 3 milhões de inscritos ainda nesta quinta, para então “entrar na guerra”. O deputado também havia marcado uma live para alinhar as táticas eleitorais de comunicação digital do grupo, dentro do estilo Janones.