O ministro Dario Durigan, da Fazenda, negou nesta sexta-feira (9) que a nova isenção de impostos federais sobre o preço da gasolina tenha motivação eleitoral, apesar de ter sido anunciado a 16 dias do segundo turno das eleições presidenciais. A medida, estabelecida mais cedo, eleva o benefício de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, com impacto estimado de R$ 5,2 bilhões nas contas públicas em 30 dias, considerando as ações para gasolina, diesel e etanol.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribui as medidas à instabilidade no mercado internacional e às restrições de oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio. O barril do petróleo Brent, referência internacional, está cotado na faixa de US$ 104 ao longo do dia, cerca de 60% acima do valor registrado um ano antes, conforme os dados apresentados.

“Não tem nenhuma mudança em relação ao timing eleitoral por conta do anúncio”, afirmou Durigan em uma entrevista coletiva.

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