A denúncia trazida pela revista Veja – de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria entregado R$ 30 milhões em dinheiro vivo para financiar o documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – precisa ser aprofundada com rigor e rapidez, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Se confirmado, o episódio apontaria graves indícios de irregularidades, a começar pela forma do suposto repasse: em espécie, “por fora”, sem qualquer registro formal, e associado, de acordo com o relato atribuído ao ex-banqueiro, à tentativa de abrir portas para negócios em estruturas do governo federal.

PF e PGR negam que o material divulgado pela Veja conste nos autos da investigação, e a suspeita é de que a gravação tenha sido feita depois da rejeição da segunda proposta de delação de Vorcaro.

Lula e o Palácio do Planalto negam qualquer participação, e a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) teriam considerado a narrativa inconsistente e incompatível com o que foi apresentado nas propostas de delação. Além disso, a AGU cobrou direito de resposta à Veja após a reportagem sobre Vorcaro e o filme de Lula.