Um relatório do Departamento de Estado dos EUA, divulgado em 8 de outubro, revela que organizações criminosas transnacionais, lideradas majoritariamente por chineses, expandiram golpes online para escala industrial. O esquema, que utiliza trabalho forçado e atinge mais de 125 países, causou um prejuízo recorde de US$ 18,2 bilhões aos americanos em 2025, tornando-se uma ameaça direta à segurança nacional.

Como funcionam essas operações de golpes online em larga escala?

Essas organizações funcionam como verdadeiras indústrias do crime, operando a partir de complexos vigiados. Elas recrutam pessoas de cerca de 80 países através de anúncios falsos de emprego e as submetem ao trabalho forçado. As vítimas são mantidas presas sob violência, exploração sexual e forte intimidação, sendo obrigadas a aplicar golpes em cidadãos de todo o mundo. O foco principal são esquemas de romance virtual, plataformas de jogos de azar fraudulentas e falsos investimentos em criptomoedas, que são moedas digitais protegidas por códigos complexos e difíceis de rastrear.

Qual é o impacto financeiro e geográfico dessas atividades criminosas?

O impacto é global e devastador. Embora tenham surgido no Sudeste Asiático, essas redes se expandiram para a África, Oriente Médio, Europa e América Latina. Estima-se que pessoas em mais de 125 países tenham sido enganadas. Somente nos Estados Unidos, as perdas somaram pelo menos US$ 18,2 bilhões no último ano. O relatório destaca que esse volume financeiro gigantesco desestabiliza comunidades locais e financia outras atividades ilícitas, criando um ciclo de instabilidade que afeta a economia global e o bem-estar das populações atingidas pelos criminosos.

Quais governos são acusados de apoiar o tráfico de pessoas no relatório?

O documento oficial cita nominalmente 12 governos que possuem uma política ou padrão de tráfico de pessoas patrocinado pelo Estado. Entre eles estão China, Rússia, Coreia do Norte, Irã e Venezuela. Esses países são acusados de usar o trabalho forçado em programas financiados pelo governo, como em serviços médicos ou outros setores da economia. Além disso, o relatório menciona a exploração sistemática de minorias e o recrutamento de crianças em conflitos armados, classificando essas nações no nível mais baixo de comprometimento com a erradicação da escravidão moderna.