Desde os tempos de Stálin, sempre que está em desvantagem, a esquerda recorre ao mesmo truque de chamar seus oponentes de fascistas. A mensagem da esquerda é simples: só ela pode vencer eleições. A vitória de qualquer outra força política é uma ameaça antidemocrática.

A esquerda chama a oposição de fascista. Foi o que o grande líder do PT fez nos últimos dias. Mas, se você conferir a definição de fascismo, verificará que ela nada tem a ver com as ideias defendidas pela direita do Brasil. Absolutamente nada.

Ontem, ao passar acidentalmente na frente de uma televisão ligada no maior canal de TV, ouvi uma jornalista falando do perigo representado pela possibilidade de a extrema direita chegar ao poder. Mas qualquer pessoa com um mínimo de informação e bom senso constata que não existe nenhuma força política organizada no Brasil que possa ser chamada de extrema direita. Mas existem pelo menos seis partidos de extrema-esquerda (PCO, PSTU, UP, PCB, PCdoB e PSOL).

“Fascista” e “extrema-direita” são as expressões que a esquerda e seus parceiros usam para se referir aos seus opositores. Qualquer um deles.