A diretora responsável pelo documentário “Always Lalisa“, Sue Kim, comentou sobre as expectativas dos fãs referentes à vida pessoal da cantora Lisa, 29, integrante do BlackPink, e contou como a produção abordará os rumores associados à artista.
O filme, que estreia nesta segunda (12), busca trazer um olhar diferenciado sobre a artista. Em uma entrevista exclusiva para o site Variety, a cineasta revelou detalhes sobre o objetivo do longa.
O documentário acompanha um ano da vida de Lisa, enquanto ela foca em sua carreira solo como uma estrela do K-Pop, com uma extensa lista de coisas proibidas de se fazer pela gravadora YG.
“No início, fiquei um pouco assustada porque não sabia como começar.” Lisa contou à Variety: “Ninguém me dizia o que fazer e eu era quem tinha que escolher o caminho a seguir. No começo, era tipo: ‘O que eu devo fazer? O que eu devo fazer?!’ Eu tentei passo a passo e, aos poucos, ganhei muita confiança e aprendi muito sozinha”, revelou a artista.
A cineasta Sue Kim compartilhou como foi a influência da gravadora em todo o processo do documentário. “Tive total liberdade para fazer ‘Always Lalisa’ com a Sony Music Vision, minha parceira criativa e proprietária deste projeto. O motivo pelo qual conseguimos ser tão honestas, íntimas e vulneráveis com a Lisa neste filme é que este foi o ano em que ela esteve afastada do K-pop, então as regras que ela tinha que seguir não se aplicavam. Foi assim que consegui acesso irrestrito”, revelou Kim.
“Não trabalhamos com a YG neste filme. Devo dizer que tentamos muito, muito mesmo, licenciar algumas imagens antigas da Lisa como trainee, videoclipes ou músicas do BlackPink, mas infelizmente não nos permitiram. Essa foi toda a nossa interação com a YG”, completou a cineasta.
A diretora também comentou que teve todo um cuidado com os detalhes da vida pessoal da artista, que enfrenta uma realidade conhecida por celebridades de alcance mundial. Ainda assim, o foco central do documentário permanece em sua carreira, seu processo criativo e sua relação com os fãs.
“No início, estabelecemos todas as regras do K-pop, como ‘você não pode namorar, não pode dirigir, não pode beber’. E não sei se as pessoas percebem isso, mas depois mostramos ela fazendo todas essas coisas ao longo do filme”, revelou a diretora sobre o processo de transição de uma idol para uma artista solo.
Sue Kim também revelou como foi ganhar a confiança da artista durante todo o processo do documentário. “Cada assunto é diferente. Para mim, a confiança realmente se constrói com o tempo. Não sou do tipo que tenta convencer alguém em um jantar e apresentar suas ideias de como o filme vai funcionar. Acredito que consistência e honestidade são a melhor abordagem.”
“Tenho boas intenções e acho que, se as pessoas me conhecerem, perceberão isso. Quando começamos a filmar, Lisa estava na defensiva e não sabia quanta confiança podia nos dar, mas, com o tempo, ela entendeu que estávamos ali com ela e não contra ela. E nunca conversamos sobre o filme. Ela nunca me deu nenhuma direção criativa ou ideias, e é assim que eu gosto. Naturalmente, desenvolvemos uma amizade e confiança ao longo do tempo”, completou a cineasta.
Ela também foi questionada sobre a vida privada de Lisa, referente a namorados, e se isso foi gravado ou se em algum momento foi feito algum pedido para que nada fosse registrado. “Vou dizer o seguinte: passamos muito tempo com ela e nunca vi nenhum namorado. Não sei nada sobre a vida amorosa dela, mas acho que ela é inteligente o suficiente para lidar com isso fora das filmagens.”
“No filme, vocês verão por que ela precisa esconder seus relacionamentos, porque recebe uma quantidade incrível de ódio. Então, honestamente, eu não estava muito interessada nisso. Sei que parece contraditório, porque seria interessante, mas, para mim, este foi um filme sobre crescimento pessoal”, completou Sue Kim.
Assista ao trailer oficial de “Always Lalisa”
Conheça a diretora Sue Kim
A cineasta Sue Kim é conhecida por seus trabalhos em documentários que exploram histórias humanas e trajetórias marcantes. Entre seus trabalhos mais conhecidos está a série documental “The Last of the Sea Women” (2024), produzida para a Apple TV+, que acompanha as lendárias mergulhadoras da Ilha de Jeju, na Coreia do Sul.
Outros trabalhos da diretora incluem “The Speed Cubers” (2020), lançado pela Netflix e indicado ao Critics Choice Documentary Awards.
*Sob supervisão de Fernanda Pinotti, da CNN Brasil

















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