No dia 15 de outubro, celebra-se o Dia Internacional das Mulheres Rurais. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reconhecer o papel das mulheres no desenvolvimento agrícola e na segurança alimentar. Há uma carência desse ponto de vista feminino quanto às decisões inerentes ao campesinato, às empresas e ao gerenciamento do dia a dia das plantações. É evidente que o agro, como todos os outros setores, tem muito o que aprender com o compósito – ou seja, com a massa de pessoas do gênero, a fim de haver uma equidade no comando das produções ao redor do Brasil.

E é extremamente relevante que elas estejam na ponta do agro. Um dos pilares da economia nacional, o segmento ocupa uma posição estratégica na segurança alimentar global. Nas décadas passadas, o setor se transformou com o avanço da tecnologia, da gestão e da inovação. Contudo, há uma mudança igualmente importante, apesar de silenciosa, que ocorre dentro dessa estrutura: o crescimento da presença feminina no agro – e, quando falamos disso, não nos referimos às atividades domésticas em sedes e escritórios, mas no mando de milhares de funcionários.

Na gestão das propriedades do agro, o avanço também é visível. Segundo o Censo Agropecuário 2017, do IBGE (o mais recente disponível), 946 mil mulheres dirigiam estabelecimentos rurais, e outras 817 mil compartilhavam a direção com o cônjuge

Cada vez mais, queremos que elas ocupem posições relevantes em toda a cadeia produtiva do agro, estando à frente de propriedades rurais, participando da gestão de cooperativas e no comando de áreas estratégicas dentro de empresas, contribuindo para fortalecer a governança e a segurança jurídica de um nicho econômico em ascensão constante, aparelhando-se, tornando-se mais complexo e globalizado. No Brasil, essa transformação é particularmente significativa. A presença feminina tem crescido de forma consistente, acompanhando a evolução tecnológica e a profissionalização das atividades ligadas ao campo.