Em um dos inquéritos derivados do caso Master, a Polícia Federal apura possível tráfico de pessoas e exploração sexual. As investigações também querem saber se havia mulheres menores de 18 anos, se elas eram trazidas ao Brasil e levadas a outros cantos do mundo sem documentação e se estavam sendo utilizadas em uma prática de cafetinagem para “agradar” autoridades em eventos e convescotes promovidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A PF suspeita que o ex-controlador do Master era o sócio oculto de agências de recrutamento de garotas de programa. Mensagens atribuídas a Vorcaro reveladas pelo UOL, confirmadas pela Gazeta do Povo, mostram mulheres tratadas como “escravas” e “kengas”, que estavam sendo “doutrinadas” para o trabalho. Essa frente de investigação vai além do colapso financeiro do banco.

A PF quer saber se houve esse suposto agenciamento de garotas de programa, em sua maioria estrangeiras, incluindo refugiadas de zonas de conflito como Ucrânia e Rússia. O ex-banqueiro nega.

Segundo essa linha de investigação, as mulheres eram levadas a festas e encontros reservados com autoridades e amigos de Vorcaro, não podiam levar celulares e, de preferência, eram mulheres que não falavam nem entendiam português. Tudo isso seria para garantir o anonimato das festas e, sobretudo, ocultar quem participava e o que acontecia nelas.