O Ministério da Justiça e Segurança Pública pediu que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) investigue se a Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, está descumprindo o Marco Civil da Internet. A iniciativa foi motivada por denúncias de usuários e organizações da sociedade civil sobre remoções de publicações, bloqueios de contas e redução de alcance sem explicações claras sobre as regras supostamente violadas.

A pasta também encaminhou as informações ao Ministério Público Federal (MPF). Em nota técnica, a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, vinculada ao ministério, reuniu relatos de diferentes entidades sobre práticas de moderação da empresa. Entre elas, a organização CTRL+Z contabilizou 1.121 ocorrências de 25 de setembro a 13 de outubro, envolvendo restrições de funcionalidades e redução da distribuição de conteúdo. O Observatório de Olho na Censura também mantém registros de casos desde janeiro de 2026.

Segundo os técnicos do ministério, os relatos apontam problemas como decisões de moderação sem justificativa ou possibilidade de contestação, remoções que não considerariam o contexto das publicações, restrições após denúncias em massa e redução de alcance sem comunicação aos usuários.

Também foram mencionadas a aprovação de anúncios supostamente pagos do exterior com deepfakes, desinformação e a insuficiência de respostas da plataforma às autoridades.