Especialistas em Direito Constitucional e institutos de liberdade religiosa alertaram esta semana sobre violações à liberdade religiosa e possível intimidação de padres e pastores após o monitoramento de quase 7,5 mil cultos e missas do país à procura de crimes eleitorais.

A fiscalização citada foi realizada pelo grupo Passagens, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a More in Common — organização internacional financiada por instituições que se apresentam como apartidárias ou de esquerda, como a Foundation to Promote Open Society, ligada ao bilionário progressista George Soros.

Segundo artigo publicado na Folha de S. Paulo na última terça-feira (13) pelo coordenador da pesquisa na UFRJ, professor Rodrigo Toniol, o monitoramento ocorreu “nas duas semanas que antecederam o primeiro turno” das eleições de 2026, e o objetivo foi “identificar crimes eleitorais e menções políticas nos púlpitos religiosos”.

Ao todo, foram mais de 13 mil horas de áudio analisadas, com situações políticas identificadas em 3,2% das igrejas. “É um absurdo. Precisa ser investigado, mas não é muito”, destacou o professor, à Folha. “O banco de dados obtido é inestimável e renderá novas análises nos próximos meses”, continuou, no artigo.