O primeiro confronto direto entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), transmitido na noite deste domingo (19) pela TV Bandeirantes, expôs profundas diferenças entre os candidatos e desfilou fortes trocas de acusações. Levado às urnas no domingo seguinte (25), este embate submeterá ao Brasil, pela segunda vez, à escolha de rumos opostos.

Em três blocos de perguntas formuladas pela emissora e pelos próprios candidatos, Lula e Flávio não deixaram de cobrar um do outro esclarecimentos para questões polêmicas e atribuir mentiras nas respostas. Sem a vantagem do favoritismo, Lula partiu para o ataque, tentando explorar episódios associados a Flávio, que evitou embarcar em armadilhas.

O rival do presidente preferiu expôr logo de cara as fragilidades do governo petista com casos de corrupção, endividamento das famílias, violência urbana em ascensão e ligação com ditaduras. O tom irônico de Flávio com contradições e as cobranças reiteradas de Lula mostraram a disposição dos dois para não deixar o ringue de esquerda contra dirieta até impor desgastes.

As propostas de plano de governo ficaram em segundo plano no confronto que dominou o programa de elevada audi}encia. Um Lula tentando desqualificar Flávio como candidato presidencial e um Flávio se postando como arauto de novo tempo, movido por votos da mudança, preencheram o debate. O saldo é de tensões que sobressaem discursos.