
Davi Alcolumbre (União-AP) intensificou as articulações para permanecer na presidência do Senado a partir de fevereiro de 2027. Segundo a Coluna do Estadão, ele busca apoio de diferentes grupos políticos e oferece espaços legislativos, como gabinetes, relatorias e comissões. Além disso, acena com pautas como anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro e eventual indulto a Jair Bolsonaro, embora essas propostas enfrentem obstáculos políticos e jurídicos.
Alcolumbre recebeu apoio de Lula e da federação União-PP, mas parte do bolsonarismo mantém resistência ao seu nome. A coluna aponta que Ciro Nogueira e Antonio Rueda, que anunciaram o apoio partidário, não votarão na eleição. Ciro não foi reeleito senador e Rueda é deputado. No momento, a negociação considerada mais viável envolve a lei da dosimetria, que pode reduzir penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
O que está em jogo para Trump nas eleições que definirão o controle do Congresso dos EUA
As eleições legislativas desta terça-feira (3) nos Estados Unidos podem mudar os rumos do governo de Donald Trump nos dois últimos anos de mandato. Embora seu nome não esteja na cédula de votação, o republicano terá seu futuro político diretamente afetado pelo resultado das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas nos EUA como midterms, que definirão qual partido – Democrata ou Republicano – controlará a Câmara dos Deputados e o Senado americano a partir de janeiro de 2027.
Uma vitória dos democratas poderá limitar a aprovação de novas leis, abrir caminho para investigações contra integrantes do governo e dificultar a agenda nacional e internacional da Casa Branca. Caso os republicanos mantenham a maioria nas duas Casas, Trump terá mais espaço para aprofundar sua agenda econômica, migratória e de segurança nacional e internacional nos dois últimos anos de sua presidência.
Rogério Marinho defende voto aberto na disputa contra Alcolumbre pela Presidência do Senado
O senador Rogério Marinho (PL-RN), provável candidato à Presidência do Senado, afirmou que defenderá o voto aberto dos parlamentares da direita na disputa pelo comando da Casa. Votação esta prevista para fevereiro, quando o Congresso retomará os trabalhos legislativos.
Além disso, Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ganhou força como principal adversário de Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela presidência do Senado. Isso ocorreu após o PL conquistar uma vitória expressiva nas eleições estaduais. Com isso, o partido elegeu 19 senadores e formará uma bancada de 29 parlamentares, uma das maiores da história democrática do país. Nesse contexto, Marinho defendeu a divulgação dos votos e justificou sua posição em entrevista à Folha de S.Paulo: “Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre”.
Confira outros destaques do Café com a Gazeta do Povo desta terça-feira (3):
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