O ministro da Defesa e o ministro das Relações Exteriores do Peru renunciaram a seus cargos nesta quarta-feira (22), em meio a crescentes especulações sobre o status de uma compra multibilionária de aeronaves F-16 dos Estados Unidos.
O presidente interino José Balcázar, que deixa o cargo em julho, buscou esclarecer que não se opôs ao acordo, mas sim adiou qualquer pagamento até que a próxima administração assuma, após a eleição presidencial.
O ministro da Defesa, Carlos Díaz, e o chanceler, Hugo de Zela, apresentaram suas renúncias mais cedo na quarta-feira, citando sua discordância com a forma como Balcázar conduziu as negociações do acordo.
“Foi tomada uma decisão estratégica na área de segurança nacional com a qual tenho uma discordância fundamental”, afirmou Díaz em sua carta de renúncia.
Balcázar, em pronunciamento televisionado, disse que suas declarações anteriores sugerindo que a compra havia sido adiada foram mal interpretadas, indicando que o acordo avançou, enquanto o compromisso financeiro ficará a cargo do próximo governo.
O Peru passou anos negociando com diferentes empresas para modernizar sua envelhecida frota de caças Mirage 2000 e MiG-29, adquiridos nas décadas de 1980 e 1990. O país pretende adquirir ao todo 24 aeronaves, mas um primeiro acordo seria para 12 unidades.

















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