Advertisement

EUA classificam PCC e CV como terroristas: entenda o impacto

O secretário de Segurança de Minas Gerais, Rogério Greco, defende a decisão do governo Donald Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. Ele critica a postura do governo Lula e afirma que as facções impõe o medo e dominam territórios.

Qual é a justificativa para tratar facções criminosas como grupos terroristas?

Embora o PCC e o Comando Vermelho não tenham motivações religiosas ou políticas tradicionais, suas ações geram o mesmo pânico. Eles dominam bairros inteiros, expulsam moradores, fecham comércios e usam violência extrema para desafiar a Justiça. Para especialistas em segurança, quando um grupo criminoso usa o medo para controlar a população e impedir a ação do Estado, ele está praticando atos de natureza terrorista.

Como essa decisão dos Estados Unidos afeta o Brasil na prática?

Diferente do que alguns sugerem, não haverá soldados americanos em solo brasileiro. O foco principal é a asfixia financeira. Ao serem rotulados como terroristas, esses grupos passam a ter contas bloqueadas no exterior e suas rotas de lavagem de dinheiro enfrentam cercos internacionais muito mais rigorosos. O objetivo é atacar o patrimônio dessas organizações, que hoje funcionam como multinacionais do crime.

A legislação brasileira atual permite punir esses grupos como terroristas?

Atualmente, não de forma plena. A Lei Antiterrorismo do Brasil foi criada às pressas para os Jogos Olímpicos de 2016 e sofreu vetos que retiraram instrumentos importantes. Por isso, a legislação é considerada limitada e incapaz de alcançar o cotidiano das facções que operam no país. Há uma necessidade urgente de revisão para que o Estado Brasileiro tenha ferramentas mais fortes de combate.

Qual é o papel das fronteiras no fortalecimento do crime organizado no Brasil?

O Brasil não produz cocaína, mas é vizinho dos três maiores produtores do mundo: Peru, Colômbia e Bolívia. A falta de um controle rígido e coordenado nessas fronteiras facilita a entrada em massa de armas e drogas. Enquanto o governo federal não garantir um esforço nacional para barrar essa entrada, os estados continuarão combatendo apenas as consequências do problema dentro das cidades.

Como a experiência de outros países pode inspirar a segurança pública brasileira?

O exemplo de El Salvador é citado como uma mostra de que a vontade política e mudanças profundas nas leis podem reduzir drasticamente a violência. O país, que já foi um dos mais perigosos do mundo, registrou quedas históricas nos homicídios após reformar o Judiciário e endurecer a legislação. Para gestores de segurança, o Brasil precisa parar de tratar o crime organizado apenas como um problema comum de polícia.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • “Trump teve a coragem que Lula não teve de enquadrar PCC e CV”, diz secretário de MG

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *