Advertisement

Trump esperou a hora certa para desmoralizar Lula

O presidente brasileiro se acostumou nos últimos anos a desferir críticas ácidas e ataques diretos ao presidente Donald Trump e suas políticas globais, chamando o trumpismo de “nova cara” do fascismo e do nazismo. Atacou a hegemonia do dólar nas transações internacionais e elevou o tom da provocação e do deboche como nenhum outro líder global tinha se atrevido a fazer, exceto Nicolás Maduro, o deposto presidente venezuelano, aprisionado em Nova York.  

Mais recentemente Lula passou a reclamar de tentativa de interferência de Trump nas eleições brasileiras. Se esquecendo que, em 2024, às vésperas da eleição americana, tinha declarado abertamente que uma vitória de Kamala Harris seria “mais segura para a democracia”.

No ano passado, na esteira do tarifaço americano, Lula insinuou que Trump se considerava o imperador do mundo e o acusou de chantagem, mentira e “atitudes anticivilizatórias”. Reclamou da aplicação da Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes, dizendo que o ministro só cumpria o dever com suas ordens de perseguição judicial a conservadores radicados nos EUA.

Trump respondeu ofensas com silêncio e gentileza

Trump, no entanto, não respondeu à altura. Fez o contrário. Cobriu o presidente brasileiro com mesuras e distinção, levando Lula firmemente a acreditar que havia uma “química” entre os dois. Assim, o petista achou que tinha imunidade, que é “o cara”, e que seu charme havia conquistado o Tio Sam.

Trump, como vemos agora, estava apenas esperando o momento certo. Quando Lula foi recebido na Casa Branca, pediu explicitamente que o PCC e o CV não fossem classificados como organizações terroristas, invocando soberania nacional. Trump não disse nada. Pouco depois, recebeu no Salão Oval Flávio Bolsonaro, justamente o principal adversário de Lula nas próximas eleições. Em seguida, seu secretário de Estado fez exatamente o que Lula havia pedido para não fazer: declarou PCC e CV como organizações terroristas.

Casa Branca fez gesto calculado para desgastar Lula e fortalecer Flávio

A Casa Branca avisou Flávio com antecedência, para que ele tivesse crédito público pela medida. Foi um gesto político calculado, humilhante e extremamente simbólico. O pior para Lula, contudo, ainda pode estar por vir. Apos declarar o PCC e o CV como terroristas, o governo Trump deve agora intensificar as investigações sobre essas facções e seus tentáculos políticos; isso envolve expor ligações financeiras e políticas com autoridades brasileiras e usar a inteligência americana, como a CIA e o DEA, para trazer à tona o que está escondido.

Em Sinaloa, no México, o governador Rubén Rocha Moya não resistiu às denúncias americanas de associação com o narcotráfico e deixou o cargo. No Brasil, muita gente “graúda” já põe as barbas de molho.       

Lula passou anos provocando Trump publicamente, acreditando que isso não teria consequências práticas. Mas os fatos comprovam que os Estados Unidos raramente esquecem. E, quando respondem, normalmente escolhem o pior momento para seus adversários.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *