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Alcolumbre decidiu não prorrogar a CPI do Crime do Organizado, diz relator

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou nesta terça-feira (7) que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu por não prorrogar os trabalhos da comissão.

“O presidente decidiu não fazer a prorrogação. Ele justifica dizendo que se trata de ano eleitoral e, na visão dele, não é bom ter uma CPI tramitando. É óbvio que a gente não concorda com esse posicionamento”, disse o relator.

Instalada em novembro, a comissão deve ser encerrada na próxima terça (14). Para Vieira, Alcolumbre presta um “grande desserviço à nação”, pois a comissão tem “assuntos importantes a analisar”.

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O senador descartou recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar manter os trabalhos do colegiado. No dia 26 de março, a Corte rejeitou a prorrogação da CPMI do INSS por 8 votos a 2.

“A CPI fez o que nenhuma outra conseguiu fazer antes, que é materializar o envolvimento de determinados ministros [do STF] com figuras que estão sob investigação”, disse o senador.

Segundo o relator, os dados de pagamentos feitos pelo Banco Master ao escritório da família do ministro Alexandre de Moraes chegaram à comissão apenas nesta terça (7).

“Deveriam ter chegado antes. Por algum motivo, a Receita [Federal] esqueceu desses dados no primeiro envio”, criticou.

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