O deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, afirmou nesta segunda-feira (13) que a decisão de deixar a disputa por uma vaga no Senado pelo Ceará teve um “preço” e envolveu a renúncia a um projeto político pessoal para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), responsável pela articulação do governo com o Congresso Nacional.
“Isso teve um preço, que significou que eu não sou mais candidato. Eu não serei candidato a senador, como era o meu propósito”, disse.
Guimarães assume o posto no lugar de Gleisi Hoffmann, após convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, a missão tem dois objetivos principais: ampliar a relação com deputados e senadores e contribuir para a campanha de reeleição do petista.
O parlamentar afirmou que a decisão foi construída após diálogo com lideranças políticas, incluindo aliados no Ceará, e destacou que aceitou o convite por compromisso com o projeto do governo. Ele também indicou que pretende usar a experiência acumulada na Câmara para fortalecer a interlocução política.
Guimarães evitou antecipar posicionamentos sobre pautas em tramitação no Congresso e afirmou que só deve se manifestar após a posse no cargo.
Nos bastidores, a escolha é vista como uma tentativa do Palácio do Planalto de reforçar a articulação política em um momento de negociações relevantes no Legislativo e de preparação para o cenário eleitoral de 2026.
A escolha de José Guimarães para a SRI foi anunciada no último sábado, após a saída de Gleisi Hoffmann, que deixou o cargo para concorrer ao Senado pelo Paraná. A pasta vinha sendo comandada interinamente pelo secretário-executivo Marcelo Costa.
A posse de Guimarães está marcada para o meio-dia desta terça-feira (14) e, segundo o próprio ministro, os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, já confirmaram presença na cerimônia.

















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