
O rapper e professor Hertz Dias, pré-candidato à Presidência pelo PSTU, utiliza o processo eleitoral de 2026 como uma ferramenta de agitação política. Ele afirma que o país vive sob uma ditadura do capital e defende uma ruptura radical com o sistema econômico atual.
Qual é o principal objetivo da candidatura de Hertz Dias?
Hertz Dias vê sua campanha como uma ‘tribuna política’ e não como uma busca tradicional por votos. Ele utiliza o espaço para denunciar o que chama de ‘podridão do sistema’ e argumenta que as eleições atuais servem apenas para os trabalhadores escolherem seus próprios carrascos. Para ele, o Brasil vive uma ‘democracia dos ricos’, onde a classe trabalhadora não tem poder real de decisão.
Quais são as propostas econômicas sugeridas pelo pré-candidato?
As propostas são radicais e focadas no fim da propriedade privada das grandes empresas. Ele defende a estatização completa de todo o sistema financeiro, a tomada das fortunas dos bilionários brasileiros e a suspensão da dívida pública. No campo, sugere a expropriação de terras sem indenização. O plano é substituir o capitalismo por uma ‘economia planificada’, onde o Estado controla e organiza a produção para atender às necessidades básicas da população.
Como ele pretende lidar com as empresas que decidirem sair do país?
Hertz Dias afirma que empresas que ameaçarem deixar o Brasil podem sair sem impedimentos, mas com uma condição: todo o maquinário e estrutura física devem permanecer no país. Ele justifica essa medida como uma forma de reparação histórica pelo que define como anos de superexploração da mão de obra nacional, das riquezas naturais e de destruição do meio ambiente por parte dessas corporações.
Qual é a visão dele sobre as instituições democráticas atuais?
O pré-candidato considera o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) como estruturas inimigas dos trabalhadores. No lugar da democracia representativa, onde elegemos deputados e senadores, ele propõe a criação de conselhos populares. Nesses conselhos, as decisões seriam tomadas diretamente pelos trabalhadores em seus próprios locais de convivência e trabalho, eliminando a intermediação política tradicional.
Como Hertz Dias avalia o atual cenário político entre Lula e a direita?
Ele critica ambos os lados, afirmando que são dois projetos que servem à burguesia. Define o governo Lula como um gestor da ‘decadência do capitalismo’ e a extrema direita como um grupo que deseja acelerar a entrega das riquezas nacionais. Para Hertz, o problema não é a falta de disposição do povo para lutar, mas o que ele chama de traições das lideranças de esquerda que se renderam aos privilégios dos palácios governamentais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
VEJA TAMBÉM:
- Pré-candidato rapper diz que o Brasil vive em uma ditadura
















Leave a Reply