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Trigo cai em chicago com realização de lucros

Na Bolsa de Chicago, o contrato futuro do trigo com entrega para julho encerrou o dia com queda de 2,06% nesta terça-feira (5), precificado a US$ 6,277 por bushel. Segundo o site especializado, Granar SA, o trigo fechou em baixa motivado, principalmente, pela realização de lucros por fundos de investimento.

O movimento surge após fortes ganhos nas semanas anteriores, que levaram o valor do grão fino ao seu nível mais alto em quase dois anos. Contra esse movimento está a preocupação com a safra de inverno do trigo, especialmente no Kansas, principal produtor de trigo que enfrenta uma situação ruim na safra.

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) elevou sua classificação de trigo de inverno em boas/excelentes condições de 30% para 31%, um número que permanece abaixo dos 51% registrados no mesmo período do ano passado. No Kansas, a classificação de boas/excelentes condições caiu de 23% para 22%, em comparação com 47% no ano anterior.

A consultoria Royal Rural aponta que o mercado ainda reage sobre rumores acerca de um o cessar fogo entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, assim como a volatilidade do petróleo no mercado internacional, o que destaca a demanda por soja e milho, uma vez que os biocombustíveis passam a ser mais exigidos pelos americanos.

Milho

O contrato de milho, também para julho, finalizou o pregão com recuo de 1,18%, cotado a US$ 4,800 por bushel.  O grão fechou em baixa devido ao forte ritmo de plantio nos EUA  na última semana,  o que permitiu a realização de lucros por investidores.

Segundo a Royal Rural, a demanda interna para a produção de biodiesel e maior mistura em combustíveis fósseis gera maior consumo de soja e milho. A relação de commodities tende a ficar mais próxima dos movimentos do petróleo. Por outro lado, a oferta é favorecida com plantio e clima beneficiando as culturas.

Em seu relatório semanal, o USDA indicou que o progresso do plantio de milho atingiu 38% dos 38,58 milhões de hectares projetados, em comparação com 25% na semana passada;  38% no mesmo período de 2025; a média de 34% das últimas cinco temporadas; e a previsão média de 38% dos operadores do mercado.

Caso aprovada, a lei que permite a circulação do E-15 em todo o ano nos EUA, deverá seguir para o Senado,  o que gera otimismo para a evolução das exportações e remessas  provenientes dos Estados Unidos. Em relação ao clima e às plantações, prevê-se pouca chuva nos próximos sete dias no Centro-Oeste e nas Grandes Planícies Centrais, área que concentram a produção de milho.

Soja

O contrato futuro da soja com vencimento para julho encerrou a sessão com queda de 0,92%, cotado a US$ 12,115 por bushel. Segundo a Granar SA, os contratos recuaram com a realização de lucros devido ao progresso do plantio da safra 2026/2027 nos EUA, que continua em bom ritmo e está à frente do nível registrado no mesmo período do ano passado.

No radar do mercado, a Royal Rural aponta o encontro dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping para a definição do comércio internacional de soja entre os países. Dados sobre processamento de soja também entram nas perspectivas futuras dos investidores.

O USDA informou que o plantio de soja atingiu 33% da projeção de 34,28 milhões de hectares, em comparação com os 23% na semana passada e 28% no mesmo período de 2025.

Em seu relatório semanal de safra, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) mostrou que a colheita de soja no Brasil está 94,7% concluída, em comparação com 92,1% na semana anterior e 97,7% no mesmo período de 2025.

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