O governo estadual baiano divulgou, na última terça-feira (5), os resultados do programa “Bahia Pela Paz”, que registrou uma queda no número total de mortes violentas, no mês de abril, menor índice dos últimos 14 anos. Porém, a Bahia segue em segundo lugar no ranking de vítimas de homicídios dolosos, considerando o primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Ranking de homicídios dolosos no Brasil
- Rio de Janeiro, com 881 vítimas
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Bahia, com 818 vítimas
- São Paulo, 562 vítimas
- Minas Gerais, 496 vítimas
- Ceará, 453 vítimas
- Maranhão, 452 vítimas
- Pará, 376 vítimas
- Paraná, 303 vítimas
No período do ranking, o país contabilizou 7.289 vítimas desse tipo de crime.
O projeto baiano faz parte da estratégia governamental, em parceria com o sistema de Justiça. Segundo as autoridades, o programa é voltado à prevenção e a redução da violência fata, com foco em jovens que estão em situação de vulnerabilidade social. Nos últimos dois anos, foram investidos cerca de R$ 270 milhões para execução do programa.
“O Executivo tem que fazer acontecer, mas o quebra-cabeça está sendo montado com sugestões, críticas e contribuições dos atores desse fórum, que está colhendo um grau de maturidade grande. E é muito importante quando a gente consegue encaixar nesse debate ações da polícia, do sistema prisional, da Defensoria, do Ministério Público, da Justiça e da Assembleia”, diz Jerônimo Rodrigues (PT), governador da Bahia.
RJ lidera número de vítimas de homicídio doloso em 2026
Queda recorde
Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o mês de abril de 2026 teve 256 ocorrências mortes violentas, para a pasta o primeiro quadrimestre do ano marcou a queda de crimes graves contra a vida, passando de 1.449 casos no mesmo período de 2025 para 1.119 neste ano.
O programa “Bahia Pela Paz”, no primeiro ano de atuação, foi responsável pela inclusão de mais de 14 mil pessoas em política públicas, com mais de 30,9 mil atendimentos.
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Violência policial ainda preocupa
Segundo relatório de 2024 da global da Anistia Internacional, o estado da Bahia, junto de São Paulo e Rio de Janeiro, mataram 394 pessoas em operações. O órgão critica o uso excessivo da força pelas polícias brasileiras e aponta uma certa inoperância do no combate às violências. A Anistia aponta ainda que o governo federal continua a ignorar medidas para reduzir a violência policial, incluindo o uso de câmeras corporais.
Já em 2025, apenas 7,5% dos policiais baianos usavam bodycams, segundo relatório do MPBA (Ministério Público da Bahia). Na época, o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) recomendou à SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia) e aos comandos das polícias Civil e Militar medidas que aprimorem a política de uso das CCOs (Câmeras Corporais Operacionais) pelas forças de segurança pública do estado.
*Com informações de Tomaz Coelho

















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