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Nunes Marques toma posse como presidente do TSE

Os ministros Nunes Marques e André Mendonça tomaram posse, na noite desta terça-feira (12), como presidente e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nunes Marques e Mendonça foram indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2020 e em 2021, respectivamente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou ao evento acompanhado da primeira-dama Janja e foi recebido pela ministra Cármen Lúcia, atual presidente da Corte eleitoral.

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Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), participam do evento, bem como o advogado-geral da União, Jorge Messias, que teve sua indicação ao STF rejeitada pelo Senado. Alcolumbre ocupa o lugar ao lado de Lula na mesa de autoridades.

Festa de posse de Nunes Marques tem ingresso a R$ 800

Após a cerimônia de posse, Nunes Marques participará de um jantar, em um salão na Asa Sul, em Brasília, com ingressos vendidos a R$ 800. Segundo apuração do portal g1, a festa é por adesão.

Com isso, o dinheiro arrecadado é usado para custear o evento. A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) é a responsável pela venda dos ingressos.

Ao assumir o comando do TSE, em 2024, a ministra Cármen Lúcia decidiu não fazer uma festa de posse. Dois anos antes, o ministro Alexandre de Moraes recebeu cerca de 2 mil pessoas em um coquetel realizado no próprio tribunal.

Como o TSE é formado?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é formado por sete magistrados:

  • três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF);
  • dois ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ);
  • dois juristas, nomeados pelo presidente da República, escolhidos dentre seis advogados “de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo STF”.

O TSE elege seu presidente e vice-presidente dentre os ministros do STF. O cargo de corregedor eleitoral é ocupado por um dos ministros do STJ. Para cada ministro efetivo, é eleito um substituto escolhido pelo mesmo processo.

Os ministros ficam na Corte eleitoral por até dois anos consecutivos. “A rotatividade dos juízes no âmbito da Justiça Eleitoral visa a manter o caráter apolítico dos tribunais eleitorais, de modo a garantir a isonomia nos processos eleitorais”, afirma o TSE.

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