
Assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmaram ao portal Axios que o risco de a China invadir Taiwan nos próximos cinco anos aumentou, após os encontros entre Trump e o ditador Xi Jinping, em Pequim, na semana passada. Os dois líderes trataram da ilha e, segundo os assessores, “Xi está tentando levar a China a uma nova posição na qual diz: ‘Não somos mais uma potência emergente; somos seus iguais. E Taiwan nos pertence’”. As informações são da agência EFE.
Em entrevista transmitida pelo canal Fox News, após a visita do norte-americano à China, Trump afirmou que não estava incitando ninguém a se tornar independente e disse que não iria à guerra contra a China por causa de Taiwan. “Não quero que ninguém se torne independente para depois termos de viajar 9,5 mil milhas [15 mil quilômetros] para travar uma guerra. Não busco isso”, disse. Embora tenha sugerido que não mobilizaria tropas norte-americanas para defender Taiwan, Trump também disse acreditar que Xi só tentará uma invasão quando o republicano já não estiver na Casa Branca. “Agora, comigo, não acho que farão nada enquanto eu estiver aqui. Quando eu não estiver, acho que poderiam, para ser honesto”, disse o presidente dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos mantêm relações diplomáticas apenas com o governo de Pequim, e não se manifestam abertamente em apoio nem à reivindicação chinesa, que considera Taiwan uma “província rebelde”, nem às pretensões de independência de Taiwan, onde os nacionalistas chineses instalaram um governo autônomo após serem depostos pelos comunistas em 1949. Os Estados Unidos, no entanto, fornecem armas para que Taiwan se defenda. O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que a postura norte-americana não mudou após o encontro entre Trump e Xi. “A política dos Estados Unidos com respeito à questão de Taiwan permanece inalterada no dia de hoje, assim como após a reunião que mantivemos aqui”, afirmou.
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